Levantamento da estrutura
Reconstrução da estrutura de custo a partir do razão contábil, das notas e do que de fato acontece na operação.
- Custo fixo × custo variável
- Abertura por centro de custo
- Conciliação com o que a contabilidade registra

A maioria das empresas de médio porte conhece o faturamento e o saldo em conta — mas não sabe quanto custa cada produto, cada rota, cada turno. Esta frente abre a estrutura de custo até o nível em que ela vira decisão.
Corte linear é a forma mais rápida de destruir capacidade. O trabalho aqui é outro: abrir a estrutura, entender o que cada real está comprando e separar o que é desperdício do que é capacidade instalada que a empresa vai precisar amanhã.
A sequência abaixo é a espinha do trabalho. A profundidade de cada etapa é dimensionada no diagnóstico, conforme o tamanho da operação e a qualidade do dado disponível.
Reconstrução da estrutura de custo a partir do razão contábil, das notas e do que de fato acontece na operação.
O custo desce do total da empresa para a unidade que interessa: o produto, a rota, a ordem de serviço, o turno.
Identificação do desperdício com nome e valor: retrabalho, ociosidade, perda, frete extra, hora extra, estoque parado.
Cada oportunidade vira ação com responsável, prazo e valor esperado — não uma recomendação genérica.
Um painel simples, alimentado pelo dado que a empresa já produz, com o número que a diretoria precisa olhar toda semana.
A reunião semanal que sustenta o ganho: pauta, quem participa, o que se olha e o que se decide em cada encontro.
Números de projetos conduzidos ao longo da carreira, em operações de portes diferentes. Não são promessa: o potencial de cada empresa sai do diagnóstico, e há casos em que a resposta honesta é que a estrutura já está enxuta.
Renegociação apoiada em dado real de consumo; eliminação de retrabalho e de horas extras que existiam para compensar processo mal desenhado; redimensionamento de equipe por turno de acordo com a demanda real; e revisão de contratos de serviço, frete e manutenção com base em histórico medido.
Cada um desses movimentos isolado dá pouco. Somados e sustentados por rotina de gestão, mudam o patamar de custo da operação — e o patamar se mantém depois que a consultoria sai.
Ferramenta é meio, não fim. Cada uma entra quando o problema pede — nunca porque está na cartilha.
| Ferramenta | Para que serve | Quando entra |
|---|---|---|
| Estrutura de custo (fixo × variável) | Separar o que varia com o volume do que a empresa paga de qualquer jeito | Logo no levantamento |
| Custeio por direcionador | Trocar o rateio arbitrário por consumo medido de recurso | Quando o custo por produto não fecha |
| Margem de contribuição | Saber qual produto ou cliente realmente paga a estrutura | Na revisão de mix e de política comercial |
| Curva ABC | Concentrar esforço nas poucas linhas que respondem pela maior parte do gasto | Na priorização das ações |
| Análise de ponto de equilíbrio | Descobrir o volume mínimo que sustenta a operação | Em decisão de capacidade e de preço |
| Matriz esforço × retorno | Ordenar o plano por retorno rápido sem perder o ganho estrutural | No fechamento do plano de ação |
| Painel de indicadores | Manter visível o número que se quer mudar | Na implantação da rotina |
| Ciclo PDCA | Corrigir a rota quando o resultado não vem como previsto | No acompanhamento pós-implantação |

A planilha de custo em formato editável, com a lógica documentada; o painel de indicadores alimentado pelo dado que a empresa já produz; a rotina de gestão implantada com pauta e dono; e o plano de ação com o que já foi capturado e o que ainda está em curso.
O critério de sucesso é simples: seis meses depois, a empresa consegue refazer o cálculo sozinha e sabe responder quanto custa cada coisa que vende.
Traga o número que hoje te incomoda — mesmo que seja só uma sensação de que está caro. Em 30 minutos dá para saber se há trabalho de custo aí.