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Frente 02

Empresa que não sabe o custo do que vende decide no escuro.

A maioria das empresas de médio porte conhece o faturamento e o saldo em conta — mas não sabe quanto custa cada produto, cada rota, cada turno. Esta frente abre a estrutura de custo até o nível em que ela vira decisão.

Antes de tudo

Custo não se corta. Custo se entende — e depois se decide.

Corte linear é a forma mais rápida de destruir capacidade. O trabalho aqui é outro: abrir a estrutura, entender o que cada real está comprando e separar o que é desperdício do que é capacidade instalada que a empresa vai precisar amanhã.

O corte que costuma dar errado
  • Corte percentual igual para todas as áreas, sem olhar o que cada uma entrega
  • Demissão sem redesenho de processo — a carga volta multiplicada em horas extras
  • Renegociação de contrato sem base de consumo real, só com apelo comercial
  • Redução de manutenção, que reaparece meses depois como parada de linha
  • Números que ninguém acompanha depois — o custo volta ao patamar em dois trimestres
O que fazemos no lugar
  • Abertura da estrutura por centro de custo, por processo e por produto
  • Custo unitário calculado com o consumo real medido, não com rateio de planilha
  • Separação clara entre desperdício, capacidade ociosa e capacidade necessária
  • Renegociação apoiada em dado de consumo, volume e comparativo de mercado
  • Indicador, dono e rotina de acompanhamento — para o ganho não evaporar
O escopo

O que entra num trabalho de custo

A sequência abaixo é a espinha do trabalho. A profundidade de cada etapa é dimensionada no diagnóstico, conforme o tamanho da operação e a qualidade do dado disponível.

Etapa 01

Levantamento da estrutura

Reconstrução da estrutura de custo a partir do razão contábil, das notas e do que de fato acontece na operação.

  • Custo fixo × custo variável
  • Abertura por centro de custo
  • Conciliação com o que a contabilidade registra
Etapa 02

Custo por produto e por processo

O custo desce do total da empresa para a unidade que interessa: o produto, a rota, a ordem de serviço, o turno.

  • Ficha técnica e consumo real
  • Rateio revisado com base em direcionador
  • Margem de contribuição por linha
Etapa 03

Onde está o dinheiro parado

Identificação do desperdício com nome e valor: retrabalho, ociosidade, perda, frete extra, hora extra, estoque parado.

  • Quantificação em R$ por mês
  • Priorização por esforço × retorno
  • Separação de ganho rápido e ganho estrutural
Etapa 04

Plano de ação por linha de custo

Cada oportunidade vira ação com responsável, prazo e valor esperado — não uma recomendação genérica.

  • Dono definido para cada linha
  • Valor esperado e prazo
  • Sequenciamento por caixa
Etapa 05

Painel de acompanhamento

Um painel simples, alimentado pelo dado que a empresa já produz, com o número que a diretoria precisa olhar toda semana.

  • Indicadores de custo e produtividade
  • Frequência e ritual definidos
  • Formato editável, sem dependência externa
Etapa 06

Rotina de gestão

A reunião semanal que sustenta o ganho: pauta, quem participa, o que se olha e o que se decide em cada encontro.

  • Agenda de gestão desenhada
  • Time treinado para conduzir
  • Ciclo de correção de rota
Ordem de grandeza

O tipo de resultado que um trabalho de custo produz

Números de projetos conduzidos ao longo da carreira, em operações de portes diferentes. Não são promessa: o potencial de cada empresa sai do diagnóstico, e há casos em que a resposta honesta é que a estrutura já está enxuta.

R$ 500 milde custo fixo mensal eliminado em uma única operação, sem redução de capacidade produtiva
dezenas de
milhões
de dólares em produtividade entregues em projetos ao longo da carreira
+1.000projetos de melhoria geridos ou acompanhados em operações da América Latina
4 a 8semanas é o prazo típico até a primeira linha de custo cair, quando o dado existe
Como se chega lá

O ganho não vem de um corte. Vem de quatro movimentos somados.

Renegociação apoiada em dado real de consumo; eliminação de retrabalho e de horas extras que existiam para compensar processo mal desenhado; redimensionamento de equipe por turno de acordo com a demanda real; e revisão de contratos de serviço, frete e manutenção com base em histórico medido.

Cada um desses movimentos isolado dá pouco. Somados e sustentados por rotina de gestão, mudam o patamar de custo da operação — e o patamar se mantém depois que a consultoria sai.

As ferramentas

O que usamos, e para quê

Ferramenta é meio, não fim. Cada uma entra quando o problema pede — nunca porque está na cartilha.

FerramentaPara que serveQuando entra
Estrutura de custo (fixo × variável)Separar o que varia com o volume do que a empresa paga de qualquer jeitoLogo no levantamento
Custeio por direcionadorTrocar o rateio arbitrário por consumo medido de recursoQuando o custo por produto não fecha
Margem de contribuiçãoSaber qual produto ou cliente realmente paga a estruturaNa revisão de mix e de política comercial
Curva ABCConcentrar esforço nas poucas linhas que respondem pela maior parte do gastoNa priorização das ações
Análise de ponto de equilíbrioDescobrir o volume mínimo que sustenta a operaçãoEm decisão de capacidade e de preço
Matriz esforço × retornoOrdenar o plano por retorno rápido sem perder o ganho estruturalNo fechamento do plano de ação
Painel de indicadoresManter visível o número que se quer mudarNa implantação da rotina
Ciclo PDCACorrigir a rota quando o resultado não vem como previstoNo acompanhamento pós-implantação
O que muda

Da conta bancária como termômetro ao custo como instrumento de decisão

Abertura da estrutura de custo · do total da empresa ao custo unitário
O que fica na empresa

Modelo de custo aberto, painel funcionando e time treinado para operar os dois

A planilha de custo em formato editável, com a lógica documentada; o painel de indicadores alimentado pelo dado que a empresa já produz; a rotina de gestão implantada com pauta e dono; e o plano de ação com o que já foi capturado e o que ainda está em curso.

O critério de sucesso é simples: seis meses depois, a empresa consegue refazer o cálculo sozinha e sabe responder quanto custa cada coisa que vende.

Começa com uma conversa de 30 minutos.

Traga o número que hoje te incomoda — mesmo que seja só uma sensação de que está caro. Em 30 minutos dá para saber se há trabalho de custo aí.

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